Sambiña de Rubinho
Achei aqui em Buenos Aires um espaço que é meio que uma loja-bar-restaurante-casa de show, onde sempre rola bons shows e ótimos instrumentistas de Jazz e World Music. Primeiro fui a um tributo ao Chico Buarque (com blocos de Roberto Carlos) e depois fui a uma curiosa feijoada com roda de samba. É muito bom lembrar das coisas do Brasil pra quem passa um bom tempo longe das raízes, mas essas coisas fora da sua terra natal sempre podem trazer boas surpresas.
Já comi feijoada pior no Brasil, portanto nem comento da que comi. Mas da música sim eu posso dizer… Gostei demais do repertório, foi um saudosismo muito gostoso poder cantar um samba misturado com um sotaque dos porteños da platéia.
O que foi divertido mesmo foi ver algumas coisas que, pra mim, foram meio sem noção. Tá, dô o desconto do Roberto Carlos no meio do Tributo ao Chico porque enfim estamos falando do Rei. Agora, tantos nomes como Noel, Pixinguinha, Cartola e Luís Gonzaga (pois é, roda de samba?!), esperar a saidera e ouvir Olha a Onda do Tchakabum?! Meu fi’ pirou?! Uma coisa é ter um espaço pra tirar uma onda, mas a saidera logo?!
Só fui conseguir abstrair tudo isso quando me deparei ouvindo, em uma loja da ADIDAS, no meio de um repertório interessante de músicas, um hit do Gerassamba do tempo não tinha virado uma “nova loira do tchan.”
Tá certo, em terra de gringo, o que vale é a lembrança, a intenção, a sambadinha do Rubinho.





















